Ativistas da Frente Abolicionista de Rodeios do estado do Rio (FARO-RJ) presenciaram o sofrimento de dois bois que tiveram suas patas fraturadas durante a Vaquejada de Xerém, na manhã do último domingo, 16 de agosto. Eles estavam em um caminhão que os levaria agonizantes do distrito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, até Juiz de Fora (MG), em uma viagem de cerca de
A ausência da veterinária responsável pela Vaquejada atestou a desorganização e o descaso em relação aos animais utilizados no evento. Com a chegada da veterinária, um dos animais, já no curral, recebeu a eutanásia, procedimento que, segundo as próprias autoridades da defesa sanitária presentes no local, não poderia ser realizado naquelas condições de assepsia. O outro animal misteriosamente sumiu, não tendo mais sido visto pelos ativistas no momento da eutanásia do primeiro.
Mais cenas de abuso e violência durante o transporte dos animais foram presenciadas. Tendo que atravessar um rio para chegar ao curral, alguns bois caíam na água e eram pisoteados pelo restante do rebanho. Nos currais eram armazenados sem nem mesmo espaço para se moverem.
Cerca de quatro ativistas, a veterinária do evento e um agente da fiscalização sanitária, foram encaminhados à 61ª Delegacia de Polícia, em Xerém, onde foi feito o registro de ocorrência alegando maus-tratos e os depoimentos, após cerca de 5 horas de espera, foram colhidos. A vaquejada, cujo início ocorreria às 11h da manhã, começou com 6 horas de atraso e sem a presença da veterinária responsável, contrariando o previsto por lei.
Outras imagens de maus-tratos típicas das Vaquejadas foram captadas na arena. A regra do “jogo” estipula que, em uma arena de cerca de
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Em breve mais fotos e vídeos.